Física Quântica

Física Quântica pode nos dar um gostinho da realidade espiritual? A ciência realmente pode mostrar o que esta velado?
Aqui, nesta reportagem da BBC, cinco dos mais promenientes físicos da atualidade refletem sobre esse tema. Cada um com um ponto de vista diferente tendo a incerteza como o único ponto em comum. Exatamente como o Principio da Incerteza de Heisenberg. =D
O ateísta percebe a "fria impersonalidade" do universo. Milhões de anos luz de vazio estão acima de qualquer pretenso significado humano. Para o cético,é bom não ter opiniões formadas sobre o universo quântico é importante ser humilde frente aos mistérios que a física nos apresenta.
1+1 continuaria sendo igual a dois se não tivéssemos aqui? E se não tivéssemos pensado sobre isso? E seria igual se o universo não existisse? O platonista acredita que existe um universo de ideias abstratas que vai alem da realidade física.
Para o crente, ciência e religião são totalmente compatíveis. A física mostra um universo que é ao mesmo tempo flexível e sutil e se você deseja compreender o significado é necessário ir alem do que a ciência tem a oferecer até agora, e segundo ele, a religião é o melhor modelo.
E se o universo estivesse apenas tentando se perceber? Esta é a visão do Panteísta, que acredita que o cosmos em sua totalidade é a face de Deus.
Pontos de vistas interessantes. Eu pessoalmente acredito que a resposta se encontra em um pouco de cada coisa que foi dita. De qualquer forma, é uma coisa para ficar pensando por algumas horas! =D
Nascidos para ter Fé
Um colega me mandou este artigo da revista NewScientst sobre como o cérebro cria o conceito do divino. O artigo tem algumas coisas boas mas também muita besteira na minha humilde opinião.Muito interessante os estudos com crianças e a sua receptividade a ideias fundamentais do pensamento místico. Crianças a partir dos 3 anos atribuem propósitos para objetos não animados. Crianças de 7 a 8 anos eram capazes de relacionar objetos a alguma função, coisas pontiagudas serviam para os animais se coçarem, pássaros para fazer musica, etc...
O mesmo pensamento pode ser percebido nas religiões primitivas. Nossos antepassados caçadores, sentiam uma poderosa conexão mistica com a Natureza e intuitivamente a atribuíam um proposito e uma aura sagrada. Que outro proposito a Floresta teria, senão, servir de santuário para os animais, arvores e plantas que eram fonte de seu sustento. Uma Grande Mãe que nutre seus filhos. Grupos"primitivos", como por exemplo, os índios, raizeiros, xamãs, assim como os antigos caçadores tratam essas forças com muita reverencia e respeito.
Depois de deixar a Floresta, os mesmos caçadores acabavam sentindo a perda desta ligação com o sagrado. Da necessidade de manter este elo encantado nasceu a tradição, que continua viva até hoje, de criar amuletos, jóias, e objetos devocionais da própria natureza. Os trofeus de caça eram dispostos como lembranças desse contato com o divino, mas o espirito dos animais era honrado e a sua natureza sagrada e dignidade eram mantidos após sua morte. Os amuletos, talismãs e jóias alem de servir para adornar os caçadores estavam imbuídos de características sobrenaturais e muitas vezes tinham o objetivo de proteger contra doenças, dar força e manter espíritos maus longe.

Não é a toa que muitas "historias de criança" e fabulas tem a floresta e seus animais falantes e encantados em seu cenário. O problema é que assim como a criança cresce e chega a adolescência, a humanidade evoluiu, e na sua adolescência se afastou por rebeldia das forças que lhe nutriam. O homem com o tempo parece ter se esquecido da natureza das coisas sagradas. Jóias passaram a ser apenas objetos decorativos, trofeus de caça símbolos de status, e assim, aos poucos fomos deixando nosso Ego dar as cartas.
No seculo XIX, o Êxodo Rural aconteceu com uma intensidade nunca vista antes. A sociedade vitoriana sentiu essa perda de conexão com a Natureza quando se mudou em massa para as cidades. A resposta foi automática, produtos ligados a natureza e a taxidermia viraram uma coqueluche.
Uma guerra promovida pela Revolução Industrial contra a Mãe Natureza em prol do luxo. Quanto mais o elo com a Natureza Sagrada era esquecido mais as necessidades pela taxidermia se tornavam bizarras. Nascia a taxidermia antropomórfica, seus expoentes, como por exemplo, Dr Hughes' Pastime sentiam uma afinidade por temas obscuros e alguns de seus trabalhos eram inspirados nos contos do Marques de Sade.
Um detalhe importante a ser notado é que a sociedade vitoriana sempre manteve o ar de "Racionalidade". A ciência acima da superstição, o conhecimento cientifico acima do conhecimento empírico. A guerra promovida pela Revolução Industrial contra a Mãe Natureza aconteceu graças a uma superstição (in)racional ou inconsciente escondida atrás desta racionalidade doentia. Tudo para atender um desiquilíbrio inconsciente da nossa sociedade. Nos dias de hoje ainda podemos sentir isso: Animais extintos ou em perigo de extinção, ecossistemas detonados, lugares sagrados devastados.

A fotografia Kirlian
A eletrografia ou fotografia Kirlian é uma técnica na qual objetos, vivos ou não, são fotografados na presença de um campo elétrico de alta frequência, alta voltagem e baixa amperagem. Essa técnica foi descoberta por Semyon Davidovitch Kirlian. Assim como Burr, ambos estudaram os mesmos campos elétricos. Porem, Kirlian usava técnicas eletrográficas que transformavam os dados que Burr analisava com o uso de voltímetros em representações visuais.
A eletrografia se baseia nas observações de um fenômeno conhecido como descarga em corona. A coroa é resultado dos rastros de descarga de elétrons, que viajam do corpo em questão para a placa fotográfica.
Um time de físicos e psicólogos da Universidade de Drexel passaram alguns anos estudando o efeito Kirlian. Embora o resultado da pesquisa não tenha sido conclusivo, não ouve nenhuma evidencia de atividades paranormais no estudo. Foram descobertos 25 fatores diferentes que podem afetar as imagens, como temperatura, umidade, micro ambiente local, pressão, etc... a maioria relacionados ao que disse antes, umidade.
O efeito mais fantástico descoberto pela fotografia Kirlian é o "Efeito Folha Fantasma". O efeito acontece quando um terço de uma folha é cortado e destruído. Em seguida, o restante da folha é fotografado e o resultado é uma foto da folha inteira. A porção amputada ainda aparece mesmo depois do fragmento ser fisicamente destruído e o mais incrível é que a foto registra os dois lados da folha. Seria o mesmo que tirar a foto da sua mão e ver as digitais de um lado e as unhas do outro.
Keith Wagner, um pesquisador da Universidade Estadual da Califórnia, parece ter conseguido refutar o fator da umidade. Este era o maior argumento usado por aqueles quem criticavam o "Efeito Folha Fantasma". Wagner demostrou que o efeito ainda podia ser fotografado mesmo se fosse colocada um bloco de lucite onde a porção-fantasma estava localizada.
As imagens da fotografia Kirlian são geralmente associadas a "aura". Na literatura esotérica esse campo de energia que envolve o os sistemas vivos é chamado de "corpo etérico". O corpo etérico é um dos muitos corpos que contribuem com a expressão final da forma humana.
Acreditando ou não este é um video que mostra algumas imagens criadas usando o método Kirlian. Enjoy!
Os corpos sutis e as energias eletromagnéticas
Os pontos de vista dos médicos estão profundamente ligados aos primeiros modelos mecanicistas de observação da natureza. As antigas leis de newton deram oportunidade para cientistas desenvolverem modelos para ver como sistemas iriam se comportar. Ao desenvolver o calculo, Newton abriu as portas para uma nova maneira de investigar o universo. Isso foi otimo basicamente para a força gravitacional e para o estudo de corpos em movimento, mas seus modelos não puderam explicar o comportamento da eletricidade e do magnetismo por exemplo. No final das contas novos modelos tiveram de ser inventados para entender o universo. A força vital é totalmente ignorada nos dias de hoje. Forças sutis não são estudadas nem discutidas porque não existem modelos cientificos aceitaveis que explique ao menos a suas funções. Fora do paradigma da área da saúde os cientistas começam a descobrir forças que não se encaixam ao modelo newtoniano ortodoxo de realidade. Infelizmente o corpo humano ainda é visto como um mecanismo celular. Uma maquina de carne.
Será que o modelo energético é assim tão revolucionário no nosso mundo? A matéria não pode se converter em energia e vice-versa como Einstein já havia dito? Corpos energéticos existem mesmo?
O indicio mais antigo em favor da existência de um campo de energia vem do trabalho de um neuroanatomista Harold S. Burr, realizado na universidade de Yale na década de quarenta. Bur estudava a forma de campos elétricos em volta de plantas e seres vivos. Ele verificou a existência de um campo cujo o eixo elétrico estava alinhado com o cérebro e a coluna vertebral.
Suas pesquisas com sementes também detectaram esse campo energético, mas o impressionante é que o campo eletrico que existe em um broto não tinha a forma da semente original e, sim, da planta adulta. O que Burr percebeu é que o organismo estava destinado a seguir um modelo previamente determinado pelo seu campo eletromagnetico.

